Quais os impactos do coronavírus no comércio exterior e no Brasil?

Artigo publicado no Linkedin em Abril/2020

Sabemos que no panorama atual, o novo coronavírus é emergência global e causou uma das maiores crises de saúde do mundo, provocando grandes interrupções em operações comerciais, cadeias de suprimentos globais e atividade econômica, atingindo severamente a produção industrial.

Os impactos do COVID-19 nas negociações internacionais são muito claras. Aqui no Brasil já sentimos a falta de contêineres vazios para realização das exportações. Com menos navios saindo da China, há um acúmulo de contêineres no país asiático, o que gera uma escassez global dos equipamentos.

Todo essa situação afeta a economia a nível mundial no curto e longo prazo. A demora no retorno às atividades certamente desacelera a retomada da economia de alguns países, e por consequência, retarda o crescimento da economia também aqui no Brasil. 

O impacto é grande para os principais parceiros comerciais da China, muitos dos quais dependem fortemente de peças e componentes fabricados no país.

Segundo a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), houve uma grande queda no volume de exportações, além dos 3,5% previstos antes do surto da doença. Alguns setores da nossa economia são afetadas mais rapidamente, como é o caso da indústria brasileira de eletroeletrônicos. De acordo com a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), 70% das empresas do setor já lidam com problemas de abastecimento de componentes e insumos importados da China.

A China é o principal parceiro comercial do Brasil. Em 2019, cerca de 20% de nossas importações Brasileiras vieram da China. Dentre os produtos importados, estão: Produtos manufaturados, Plataformas de perfuração, Circuitos impressos, Partes de aparelhos transmissores ou receptores, etc.

A China é o principal destino das exportações e importações brasileiras.

No ano passado, as exportações superaram as importações portanto tivemos um superávit na Balança Comercial Brasil-China, no valor de US$ 27.601,25 Milhões.

Do lado da exportação brasileira, o principal impacto de curto prazo tem sido nos preços das principais commodities vendidas pelo Brasil. As cotações da soja, do petróleo e do minério de ferro vêm acumulando queda desde que os primeiros casos da doença foram confirmados, diante do temor de uma desaceleração da economia.

Em termos de volume, parte dos setores exportadores não espera variação significativa no curto prazo.

Entretanto, atualmente os resultados brasileiros denotam a piora do cenário global em relação à doença. A China assistiu sua produção industrial do país despencar no ritmo mais forte em três décadas nos dois primeiros meses do ano. A indústria caiu 13,5% em janeiro e fevereiro na comparação com o mesmo período do ano anterior. Foi o resultado mais fraco desde janeiro de 1990 — dados que, evidentemente, têm impacto direto nas exportações e importações brasileiras.

Por lá, indústrias e fábricas chegaram a ficar paralisadas para evitar o avanço do vírus, e no Brasil não será diferente, afinal, o surto de Coronavírus chegou com força em nosso país no mês de março. O que parece ser ruim pode ficar ainda pior, afinal, não temos a estrutura ideal para combater a epidemia e todas as paralisações visando dificultar o avanço do COVID-19 certamente influenciará diretamente nos resultados financeiros-econômicos brasileiro.

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